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CONSCIENCIA DE SI: Janeiro 2004

Domingo, Janeiro 18, 2004

Ainda bem que sonhamos com o impensável.

No interior de cada um de nós está um reino atemporal: o Inconsciente.
Na medida em que nos encontramos presos à vida do Ego Consciente só tomamos consciência deste reino ocasionalmente. No geral vivemos no Ego Consciência (cuja experiência se assemelha à caminhada em um túnel de limites e fronteiras bem restritas). O que pouca gente sabe é que isto foi aprendido, ou seja, nos foi ensinado através de educação e punição ao longo de nossa vida. Aprendemos a restringir nossas possibilidades e a chamar de "realidade" o resultado desta constrição.

Encolhemos nosso universo de possibilidades, nós movemos em meio a alternativas já conhecidas e rotineiras, e, no entanto, sempre está (e sempre esteve) ao alcance de nós o DESCONHECIDO (O Inconsciente). Ele está sempre presente, mas fora das possibilidades do Ego Consciente. A ponto de o "homem padrão" considera-lo supérfluo e até incômodo. Isto se torna possível através de um esforço diuturno de reprimir e de censurar a simples constatação de sua existência. A grande falha deste MODO ESTREITO DE FUNCIONAMENTO é que ele nos deixa "quebrados" e sem energia. Ao final deste esforço só sobra a rotina, a repetição e o saudosismo perante um tempo em que éramos mais livres, mais criativos, mais originais: os tempos da juventude e da infância: quando ainda não nos ocupávamos em afastar de nossas existências o mistério e o desconhecido.

Para resgatar nossa energia perdida temos que ter muita imaginação e muita abertura para aprender sobre nós mesmos. Temos que sair da ilusão de que nos conhecemos e de que sabemos tudo de que necessitamos para viver, ainda que tenhamos de reconhecer que sabemos um pouco daquilo que é essencial para a finalidade de nos adaptar a uma realidade vivida. Enfim, sabemos muito a respeito de algumas poucas coisas. Aprendemos a nos adequar ao mundo exterior, mas não nos ensinaram uma relação vital e plena de sentido com o mundo interior. Nosso processo de autoconhecimento e de descoberta cessa no momento em que deixamos de ter esperança e de ter reverência perante o DESCONHECIDO (O Inconsciente). Dentre nós, muitos sentem sua presença e sabem que não sabem de onde se originam as idéias, as intuições, as soluções nunca imaginadas, a meta cheia de luz que vai iluminar nosso caminho a partir daquele momento e assim por diante...

Todas as matérias apresentadas na sessão "SONHAR É ACORDAR
PARA DENTRO" (e, de modo geral, na Psicologia) perseguem o desenvolvimento, na consciência, de uma visão abrangente para com as representações (símbolos, imagens, experiências) que aparecem em nossas experiências vividas e também nos sonhos, sendo que estas surgem, não casualmente, mas significando uma experiência psicológica que tem sua lógica e sentido próprios.

Reativar este elo, este vínculo, é a forma mais direta e revolucionária de nós retomarmos o rumo enquanto seres vivos e cheios de vitalidade.

A compreensão de si mesmo é uma vivência rica de mistério e de aventura e não algo "delimitado” (terminado, encerrado) por crenças estáticas e concepções rígidas. Esta compreensão para a vastidão que se encerra em nosso próprio reino psicológico vem sendo perseguida em meu trabalho, que foi desenvolvido para colocar cada um de nós na trajetória da autoconsciência e da espiritualidade (não como uma ideologia, mas como uma vivência e uma experiência pessoal e intransferível).

As pessoas psicologicamente maduras estão ligadas à sua experiência do mundo e das pessoas, mas não se restringem a ela nem se deixam limitar ou bloquear pela "realidade vivida". Talvez por isso possam ser chamadas de criativas, intuitivas, inventivas, sensitivas, imaginativas e ter liberdade de expressão de suas idéias e obras.
Por: Luís Vasconcellos

Quinta-feira, Janeiro 08, 2004

O formato do seu corpo revela sua personalidade


O formato do corpo revela características e traços de personalidade, identificando como cada um lida com suas emoções. O tamanho dos quadris, glúteos, ombros, peito e mamas, abdome, panturrilha, a papeira, além da flacidez, gordura localizada, culotes, entre outros problemas estéticos, demonstram como está o interior do ser humano e seus conflitos mais íntimos (veja relação abaixo). O exterior reflete o interior.

Este estudo, apresentado no livro LINGUAGEM DO CORPO 2 – Beleza e Saúde, demonstra que o corpo se modifica em tamanho, largura, espessura, altura e silhueta, tanto em músculos e células, quanto em ossos e articulações, no todo ou em parte, conforme o estado emocional, mental e comportamental do indivíduo, com ou sem exercícios.

Como no best-seller LINGUAGEM DO CORPO – Aprenda a ouvi-lo para uma vida saudável, a LINGUAGEM DO CORPO 2 aborda outros significados psicológicos associados aos órgãos – além dos já mencionados no primeiro livro - e ao formato do corpo, e como transformar os problemas estéticos em linhas harmoniosas através de novos padrões mentais, ou seja, como modificar o formato do corpo com novas crenças, pensamentos e comportamentos. Demonstra também a atuação das cores e dos alimentos sobre o emocional, ensinando exercícios de relaxamento, que ajudam a alcançar o equilíbrio geral, mostrando como estudos científicos recentes demonstram a importância do pensamento sobre a matéria.

"Todas as doenças podem ser curadas, pois sua causa, na maioria das vezes, segundo recentes estudos da psicanálise, é o sentimento de culpa e contrariedades profundas, ou seja, causas psicossomáticas. A cabeça, o tronco, os membros e cada órgão interno recebe um impulso nervoso do cérebro que é comandado pelas emoções. Quando analisamos os movimentos do corpo ou o funcionamento de cada órgão percebemos que carregamos diferentes sentimentos para diferentes movimentos do nosso corpo: o desejo de mover os dedos faz com que movamos os dedos. Mas existem desejos inconscientes que também fazem com que o cérebro impulsione energia para mover ou imobilizar partes do corpo (...) Um pensamento crônico pode transformar seu corpo através das reações químicas comandadas pelo cérebro".

COMO O CORPO SE COMUNICA

Local ->Significado
Abdome - gordura -> O ventre está localizado no centro de equilíbrio de nosso corpo, onde estão os órgãos geradores e controladores da eliminação das toxinas: intestinos, bexiga e útero. O abdome simboliza o equilíbrio e a harmonia. Se há descontentamento, críticas ou revolta contra alguém ou alguma situação, acabam surgindo gordura e doenças nesse local. Toda mente rebelde e teimosa, aparentemente passiva ao extremo, que não acolhe com gratidão as pessoas e as coisas e não liberta a vida, provoca o desequilíbrio estético na região abdominal.

Braço - gordura -> Braços simbolizam suas conquistas, suas ambições, seus afetos, a busca do amor e do trabalho realizador. Problemas nesta área simbolizam frustração em relação às ambições, realizações e conquistas, limitadas por alguém ou alguma situação/ raiva por não ter conquistado algo ou alguém, ou de não estar se realizando em algum trabalho.

Cintura -> Os pneus nesta área denunciam pessoas de comportamento negligente, relapsas no sentido psíquico e espiritual, que não encontram equilíbrio nas suas emoções agindo, muitas vezes, com agressividade ou prepotência para protegerem sua individualidade. Simbolizam também o excesso de contrariedade que você acumula e de que não se desapega.

Culote - gordura -> Simbolizam o pai e todo relacionamento amoroso e quando ocorrem conflitos, mágoas, ressentimentos, aparecem os culotes.

Glúteos -> Os músculos dos glúteos representam o poder de tomar as próprias decisões, de ter coragem e determinação para caminhar com as próprias pernas sem depender emocional e financeiramente de ninguém. Nádegas murchas ou caídas simbolizam o medo inconsciente da solidão e de perder o controle, demonstrando o quanto se está vivendo sob a influência de terceiros, muitas vezes abrindo mão de seus prazeres pessoais. Nádegas grandes demonstram poder de decisão, pessoas que sentem mais os prazeres físicos, não aceitam ser comandadas nem controladas, gostam de mandar, muitas vezes são autoritárias.

Lado direito do corpo -> conflito com mulheres (YIN)

Lado esquerdo do corpo -> conflito com homens (YANG)

Obesidade/gordura localizada -> forma inconsciente de proteção contra problemas externos, um casulo no qual se esconde os medos, aborrecimentos, perdas, raivas, mágoas e inseguranças. É o mecanismo de defesa que o inconsciente cria para proteger-se daquilo com que o consciente não sabe lidar. A gordura localizada, dependendo de que região está, tem um significado específico (veja outros itens nessa relação de problemas estéticos).

Panturrilha -> a perna simboliza a impulsão para o futuro e é o músculo da panturrilha (gastrocnêmio) que impulsiona a coxa e, consequentemente, o corpo para a frente. Panturrilha fina indica que a pessoa não tem impulsão própria para seus ideais, falta-lhe determinação e coragem para, sozinha, ir em busca de seus sonhos. Panturrilhas tonificadas simbolizam pessoa ativa, autoconfiante, dona de suas próprias opiniões e desejos.

Papeira debaixo do queixo -> pessoas que odeiam críticas e sentem-se carentes e agressivas quando lhe apontam algum defeito. Quanto mais reagem às críticas, mais sua papeira aumenta.

Peito e mamas (flacidez)-> Toda flacidez simboliza a falta de iniciativa e força de vontade para vencer. O peitoral e as mamas expressam a coragem, a ousadia, a força interior. Se há gordura localizada nos músculos peitorais e flacidez nas mamas, isso significa que a pessoa está guardando ressentimentos e que desistiu de lutar pelos seus objetivos, por sentir-se oprimida ou por acreditar que não pode mudar o destino.

Mamas (tamanho)-> Quando as mamas são pequenas, isso denota uma mulher Yang, ou seja, que não admite autoridade sobre ela e que repudia a idéia de ficar presa ou ser comandada por alguém ou alguma situação. Quando as mamas são grandes, a mulher é Yin, ou seja, tem tendência a anular-se devido a um instinto maternal exagerado.

Quadris e ombros -> Quadris largos simbolizam princípio feminino predominante, ou seja, são pessoas sensíveis, que se magoam com facilidade, porém revelam-se ótimas para cuidar do lar e dos filhos. Ombros largos representam coragem para enfrentar as adversidades da vida. Ombros estreitos indicam ausência de ousadia e coragem, geralmente pessoas que se colocam em posição de vítimas, acusando outras pessoas pelos seus fracassos na vida.

Fonte: livro LINGUAGEM DO CORPO 2 (de Cristina Cairo)

Segunda-feira, Janeiro 05, 2004

O poder das palavras,

NO PRINCIPIO ERA O VERBO
Palavras bem ditas tornam-se benditas, e, mal ditas tornam-se malditas? Eneida Souza, em Tendências do Trabalho, julho de 2002, diz que a resposta é não. Se encararmos "benditas" com a sonoridade religiosa ou se ouvirmos "malditas" como rogo de praga. Desnudando-as destes clichês poderemos inferir algo de proveitoso a ser usado nas nossas relações. São poucos os que discordam da alegação de que é a linguagem que dirige os seus pensamentos quando a questão é emocional. "No princípio era o verbo", parece indicar que o ponto de partida é a palavra, a expressão oral do conhecimento, do sentimento, do desejo. Verbo é a palavra por excelência, porque anuncia a ação, que traça roteiro ou desnorteia, que traz consolo ou desesperação.
No terreno em que estamos pisando o preconceito também começa na linguagem, como na cegueira, onde é voltada para a visão. "Faca cega" é a faca que não corta. O problema é que da linguagem o preconceito se transfere para a atitude, aparecendo níveis de afastamento. Surge então o ato de evitar, a discriminação e a segregação, ferindo a fraternidade, a igualdade e a liberdade.
A hanseníase pode levar à cegueira, mas o preconceito vai além, e o preconceituoso chega a surdez. Isso precisa ser "bem visto" e "ouvido" por uma campanha que se propõe chegar à visão (TV) e à audição (rádio).
Nas ciências biomédicas concluímos que a saúde é algo mais do que a ausência de doenças e que ela depende de fatores externos ao setor saúde. Do artigo 196 da Constituição inferimos que existe a determinação social, econômica, política e espiritual do processo saúde-doença. A saúde é amparada pelo princípio de que é dever do estado garanti-la, mediante políticas sociais e econômicas que visem à redução do risco de doença e outros agravos. No conceito de cura esbarramos com a necessidade da extinção dos sintomas, do fator etiológico e do desaparecimento das lesões anatômicas. Isto implica, entre outras coisas, no acompanhamento clínico e laboratorial da evolução. Indo além, quero dizer que não podemos estacionar em diagnósticos e terminologias, havendo necessidade de penetrar e sondar as profundezas da alma, diante de um ser integral. Muitos profissionais da área somente conseguem entender quando passam para o outro lado da fronteira e na condição de máquinas em reparo, refletem naquilo que seus pacientes lhes diziam. Outros ainda permanecem "prisioneiros das salas acadêmicas, porque a vaidade lhes roubou as chaves do cárcere".
Permita-me relatar uma conversa que tive com uma enfermeira que está agora do outro lado. Disse-me, enquanto me transportava em seu carro, que só agora entendia o que sentem os doentes, pois enquanto estava enfermeira não podia compreender, por maior que fosse a empatia:
- "Prof. Formiga o antibiótico mata o micróbio e dizer isso para o senhor é chover no molhado, mas ela não acaba com a doença, com o estigma. Não contei para a minha família, que mora fora do estado, mas fui à televisão fazer reivindicações em nome dos pacientes pobres, pois eu tenho plano de saúde. Aí, meu tio me viu na TV e emergiu todo o seu preconceito e discriminação. Para familiares, disse que "achava nobre a minha conduta, mas precisava dizer, na televisão, que tinha tido aquela doença?"
Você consegue perceber o estado psicológico desta sobrinha?
O medo do estigma precede a experiência real de discriminação. Isso é importante na identificação dos mecanismos psicológicos que a pessoa utiliza para lidar com a doença. Mesmo que a pessoa nunca enfrente um estigma real, o estigma internalizado pode ser muito forte e impedir uma integração satisfatória, porque as percepções pessoais ou sociais são incorretas.
O estigma é algo externo, não é da pessoa, mas chega antes dela. Um bom exemplo é o medo do contágio do estigma que expulsa negros dos espaços privativos dos brancos. Na hanseníase ela pode até poder pagar um plano de saúde. Há espaços em que os negros não são desejados, nem como consumidores, nos quais operam os elementos de resistência determinados pelo estigma e isto não depende da conta bancária.
A ‘‘ética é uma ótica’’. A transformação dessas imagens negativas que aprisionam, que discriminam, requer um novo paradigma que subverta essa ótica perversa. "Ela cega a ética e coloca o olhar fora de foco". ........
.....Somos dos que acreditam que não basta dizer a verdade, mas é preciso saber expressá-la. Essa proposta me faz lembrar a narrativa de Helen Keller sobre o seu desentendimento com a sua professora. Diz ela:- "naquele mesmo dia, tivéramos um desentendimento sobre as palavras mug (caneca) e water (água). A senhorita Sullivan tentara me fazer entender que mug era mug e water era water, mas eu persistia em confundir as duas. Desalentada, deixou de lado o assunto para retomá-lo na primeira oportunidade"
Tenho observado que alunos e professores universitários passam pela mesma dificuldade e insistem em colocar com a mesma sonoridade as palavras lepra e hanseníase, e são incapazes de mínimo esforço para ampliar-lhes a conotação semântica e inferir algo de proveitoso a ser usado na nossa atividade. Desalentado tenho deixado de lado o assunto para outra oportunidade. Sullivan aguardou pacientemente e Helen mais tarde escreveu: - Caminhamos até a fonte, atraídas pela fragrância das madressilvas. Alguém estava pegando água e minha professora colocou a minha mão sob o jato. Enquanto a água fresca jorrava em uma das mãos, ela começou a soletrar a palavra água na outra. Primeiro lentamente, depois rapidamente. Fiquei ali parada, toda a minha atenção concentrada nos movimentos dos dedos dela. Subitamente adquiri uma consciência não muito clara, como de algo esquecido – uma excitação de retorno do pensamento; e de alguma forma o mistério da linguagem revelou-se para mim. Eu sabia então que á-g-u-a significava aquela coisa fresca e deliciosa que fluía pela minha mão. Aquela palavra viva despertou-me a alma, deu-lhe luz, esperança, alegria, libertou-a! Ainda havia barreiras, é verdade, porém barreiras que podiam ser derrubadas com o tempo.
Espero que numa Campanha na TV e no rádio não venhamos a causar confusão. Que nossos produtores saibam se equilibrar entre as palavras. A minha porta-voz preferida, Elis Regina cantou, esperando a volta do irmão do Henfil, que "para a esperança equilibrista basta saber, do artista, que o show deve continuar."

Domingo, Dezembro 21, 2003

As Leis do Campo Mental

As Leis do Campo Mental
Nossa atividade mental através do discernimento e do raciocínio nos dá a prerrogativa de nós mesmos escolhermos nossos objetivos.
Projetando nossas idéias, produzimos os pensamentos, exteriorizando em torno de nós irradiações eletromagnéticas com poder mais ou menos intenso, conforme o comprimento das ondas mentalmente emitidas.
Essa corrente de partículas mentais nascidas de emoções, desejos, opiniões e vontades, constrói em torno de nós, cenas em forma de quadros vivos que são percebidos em flashes ou imagens seriadas, ou cenas contínuas que nos colocam em sintonia com todas as mentes que harmonizam com os pensamentos que exteriorizamos.
Já vimos, também, que somos suscetíveis de induzir pensamentos-imagens nos outros, assim como recebemos sugestões que se corporificam em formas vivificadas dentro de nossa psicosfera.
A simples leitura de uma página de jornal, uma conversação rotineira, a contemplação de um quadro, uma visita a familiares, o interesse por um espetáculo artístico ou programa de televisão, um simples conselho, são todos agentes de indução que nos compromete psiquicamente com as mentes sintonizadas nos mesmos assuntos.
Pensar ou conversar constantemente significa projetar nos outros e atrair para nós as mesmas imagens que criamos, suportando em nós mesmos as conseqüências dessa influência recíproca.
Persistir em idéias fixas, em comportamentos obsessivos ou tensões emocionais deliberadamente violentas, nos escraviza a um ambiente psiquicamente infeliz, com imagens que nós forjamos e que nos mantêm num circuito de reflexos condicionais viciosos.
Construindo com o conteúdo dos nossos pensamentos o campo mental que nos cerca, vivemos psiquicamente dentro dele, obedecendo a leis fundamentais relacionadas com a estruturação desse campo.
Por princípio, temos que entender que o campo mental é resultado de emissão de idéias que nós criamos, com nossa participação exclusiva e, portanto, com nossa total responsabilidade. Esta é a primeira lei do Campo Mental.
A segunda lei é a da assimilação, que estabelece que nós estamos ligados unicamente às mentes com quem nós nos afeiçoamos.
Portanto, além da sintonia, é necessário haver aceitação das idéias para que assimilemos as interferências boas ou más que recebemos.
A lei da assimilação significa também que uma idéia que nos incomoda, que nos martiriza ou nos revolta, só persiste em nós pela aceitação que fazemos de seu conteúdo e pelas ligações que mantemos com o seu emissor.
A terceira lei do campo mental está relacionada com o estudo e o aprendizado que desenvolve em nós o discernimento e o raciocínio. Ela estabelece que cada de um de nós só assimilará idéias, sugestões ou informações inéditas ou inovadoras, se já desenvolvemos a compreensão necessária ao avanço desses pontos de vista.
(Baseado na obra de André Luiz, "Mecanismos da Mediunidade", psicografada por F. C. Xavier e Valdo Vieira)


A Indução Mental

Indução, em termos eletrônicos, consiste na transmissão de uma energia eletromagnética entre dois corpos sem que haja contacto entre eles. Este fenômeno ocorre por conjugação de ondas através de um fluxo de energia que é transmitido de um corpo a outro. No campo mental o processo é idêntico.
Existe uma corrente de ondas suscetíveis de reproduzir suas próprias características sobre uma outra corrente mental que passa a sintonizar com ela.
Expressando qualquer pensamento em que acreditamos, estamos induzindo os outros a pensarem como nós. A aceitação que os outros fazem de nossas idéias passa a ser questão de sintonia.
Por outro lado, ao sentirmos uma idéia, absorvemos e passamos a refletir todas as correntes mentais que se assemelham a essa idéia, comungando os mesmos propósitos.
Portanto, nossas idéias e convicções nos ligam compulsóriamente a todas as mentes que pensam como nós e , quanto maior nossa insistência em sustentar uma idéia ou uma opinião, mais nos fixamos às correntes mentais das pessoas que se sentem como nós e que esposam as mesmas opiniões.
Imagens Mentais
O espírito é a fonte geradora de todas as expressões da vida, e toda espécie de vida se orienta ou se modifica pelo impulso mental.
Sempre que pensamos, estamos expressando uma vontade correspondente ao campo íntimo das idéias, e as idéias, representando a expressão de energia mental, se corporificam pelo pensamento em ondas e corpúsculos, que se organizam conforme o teor e a intensidade da vibração mental e o propósito do pensamento emitido.
Portanto, na expressão de qualquer pensamento, o comprimento da onda emitida varia com a intensidade da concentração nos objetivos desejados e a natureza das idéias emitidas. Com as idéias criamos em torno de nós um campo de vibrações mentais que identificam, pelo seu próprio conteúdo, as nossas mais íntimas condições psíquicas.
Nessa atmosfera ideatória que nos cerca, os corpúsculos da matéria mental que compõem nossos pensamentos modelam "imagens" correspondentes às idéias que mentalmente projetamos.
Psiquicamente, na medida em que expressamos mentalmente uma vontade, um desejo, uma idéia, uma opinião, um objetivo qualquer, passamos a ser carregadores ambulantes de vontades com formas, de desejos com moldes, de idéias vivas que as representam, de objetivos e opiniões que se exteriorizam com cenas que materializam em torno de nós os nossos pensamentos.
Nossa mente projeta fora de nós as formas, as figuras e os personagens de todos os nossos desejos, inclusive com todo o conteúdo dinâmico do cenário elaborado. Com essa constelação de adornos mentais atraímos ou repelimos as mentes que conosco assimilam ou desaprovam nosso modo de pensar.

Perturbações do Fluxo Mental

A criação da matéria mental se origina do estímulo ideatório do Espírito, que é a fonte da energia vital para o cérebro. O Fluido Cósmico fornece o elemento para essas construções. Os corpúsculos mentais, sob o impulso do Espírito são exteriorizados em movimentos de agitação constante, produzindo correntes de formas ideatórias que se expressam na aura da personalidade que os cria.
Nesses vórtices de energia em que cada individualidade se exprime em correntes de matéria mental, também se cria, pela corrente de átomos excitados, um fluxo energético com conseqüente resíduo eletromagnético, que se expressa na aura de cada um de nós. A capacidade criativa da mente alimenta de forma permanente essa corrente em constante agitação.
O fluxo resultante do processo ideatório pode apresentar perturbações semelhantes a defeitos da circulação da corrente elétrica comum a qualquer aparelho doméstico.
Assim, a ausência de uma corrente eletromagnética residual pode ser identificada no cérebro de pessoas profundamente ociosas. Os circuitos mentais podem permanecer bloqueados, impedindo a circulação do fluxo mental, em razão de idéias fixas ou obsessivas. As lesões orgânicas cerebrais perturbam, naturalmente, as expressões do pensamento, já que o cérebro é o veículo para a manifestação física da mente.

Fluxo do Pensamento -

O pensamento tem início de forma embrionária em seres vivos que foram aprendendo a se concentrar com determinado teor de persistência rumo a um certo objetivo, como o de se apropriarem de um alimento. Nessa longa caminhada, o pensamento passou a ser o instrumento sutil da vontade do Espírito, que exterioriza a matéria mental para atuar nas formações da matéria física, obtendo por esse caminho as satisfações que deseja.
A matéria mental é criação da energia que se exterioriza do Espírito e se difunde por um fluxo de partículas e ondas, como qualquer outra forma de propagação de energia do Universo.
Elaborando pensamentos, cada um de nós cria em torno de si um campo de vibrações impulsionado pela vontade, que estabelece uma onda mental própria, capaz de nos caracterizar individualmente.
Obedecendo às mesmas leis da energia e partículas do mundo físico, as ondas e partículas da matéria mental, em graus de excitações variados, se expressam em freqüência e cores particulares dependendo da intensidade e qualidade do pensamento emitido, ou seja, da vibração mental emitida.
Considerando o terreno das manifestações da física dos átomos, sabemos que o calor, a luz e os raios gama, são expressões vibratórias de uma mesma energia.
A excitação, por exemplo, dos átomos de uma barra de ferro por uma fonte de energia permite produzirmos calor de uma extremidade à outra da barra de ferro. A excitação dos elétrons de um filamento metálico permitirá a transmissão da luz, e a agitação dos núcleos atômicos de determinados materiais produzirá emissão de raios gama.
Tanto quanto na matéria física, o pensamento, em graus variados de excitação, gera ondas de comprimento e freqüência correspondentes ao teor do impulso criador da vontade ou do objetivo desejado.
Como a matéria é expressão da energia em diferentes condições de vibração e velocidade, a energia mental também se manifesta conforme as variações da corrente ondulatória, em corpúsculos da matéria mental. Aqui também se identificam as mesmas leis que regulam a mecânica quântica na transmissão de energia entre as partículas sub-atômicas. Quando vibram os átomos da matéria mental, correspondendo à formação de calor na matéria física, geram-se ondas de comprimento longo que se estabelecem com o propósito de manutenção de nossa individualidade ou de simples noção do Eu. Essas ondas longas prestam-se, também, para sustentar a integração da nossa unidade corporal, mantendo interligado o universo de células que compõem o nosso corpo físico.
Quando ocorrem as vibrações dos elétrons da matéria mental, irradiam-se luzes de tonalidades diferentes conforme a energia atinja os elétrons da superfície ou das proximidades do núcleo do átomo mental. Esse tipo de agitação ondulatória corresponde à emissão de pensamentos de intensidades variadas que vão, desde uma atenção momentânea voltada rapidamente a um certo objetivo, até a uma reflexão ou uma concentração profunda tentando resolver questões complexas.
Por fim, já vimos que a excitação dos núcleos atômicos gera os raios gama e, no campo da mente, a correspondente vibração dos núcleos dos átomos mentais gera ondas ultra-curtas emitidas com imenso poder de penetração de suas energias. Essas vibrações resultam de expressões de sentimentos profundos, de cores cruciantes ou de atitudes de concentração muito intensas.

Indução, em termos eletrônicos, consiste na transmissão de uma energia eletromagnética entre dois corpos sem que haja contacto entre eles. Este fenômeno ocorre por conjugação de ondas através de um fluxo de energia que é transmitido de um corpo a outro. No campo mental o processo é idêntico.
Existe uma corrente de ondas suscetíveis de reproduzir suas próprias características sobre uma outra corrente mental que passa a sintonizar com ela.
Expressando qualquer pensamento em que acreditamos, estamos induzindo os outros a pensarem como nós. A aceitação que os outros fazem de nossas idéias passa a ser questão de sintonia.
Por outro lado, ao sentirmos uma idéia, absorvemos e passamos a refletir todas as correntes mentais que se assemelham a essa idéia, comungando os mesmos propósitos.
Portanto, nossas idéias e convicções nos ligam compulsóriamente a todas as mentes que pensam como nós e , quanto maior nossa insistência em sustentar uma idéia ou uma opinião, mais nos fixamos às correntes mentais das pessoas que se sentem como nós e que esposam as mesmas opiniões. O espírito é a fonte geradora de todas as expressões da vida, e toda espécie de vida se orienta ou se modifica pelo impulso mental.
Sempre que pensamos, estamos expressando uma vontade correspondente ao campo íntimo das idéias, e as idéias, representando a expressão de energia mental, se corporificam pelo pensamento em ondas e corpúsculos, que se organizam conforme o teor e a intensidade da vibração mental e o propósito do pensamento emitido.
Portanto, na expressão de qualquer pensamento, o comprimento da onda emitida varia com a intensidade da concentração nos objetivos desejados e a natureza das idéias emitidas. Com as idéias criamos em torno de nós um campo de vibrações mentais que identificam, pelo seu próprio conteúdo, as nossas mais íntimas condições psíquicas.
Nessa atmosfera ideatória que nos cerca, os corpúsculos da matéria mental que compõem nossos pensamentos modelam "imagens" correspondentes às idéias que mentalmente projetamos.
Psiquicamente, na medida em que expressamos mentalmente uma vontade, um desejo, uma idéia, uma opinião, um objetivo qualquer, passamos a ser carregadores ambulantes de vontades com formas, de desejos com moldes, de idéias vivas que as representam, de objetivos e opiniões que se exteriorizam com cenas que materializam em torno de nós os nossos pensamentos.
Nossa mente projeta fora de nós as formas, as figuras e os personagens de todos os nossos desejos, inclusive com todo o conteúdo dinâmico do cenário elaborado. Com essa constelação de adornos mentais atraímos ou repelimos as mentes que conosco assimilam ou desaprovam nosso modo de pensar.
Nubor Orlando Facure